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Resenha: Wolfsong: o chamado – TJ Klune

Sinopse

Quando tinha apenas doze anos, Oxnard Matheson foi abandonado pelo pai e cresceu acreditando que não era bom o bastante. Tudo muda quando a família Bennett se muda para a casa ao lado e ele conhece Joe, um garoto tagarela, estranho e impossível de ignorar.

A amizade entre os dois cresce rapidamente, mas os Bennett guardam um segredo: eles são lobos. E, ao ser puxado para esse novo mundo de magia, alcateias e laços inquebráveis, Ox finalmente encontra algo que nunca teve antes: uma família.

Mas quando uma tragédia destrói tudo, Joe desaparece e deixa Ox sozinho para juntar os pedaços da própria vida. Anos depois, o reencontro dos dois traz de volta sentimentos, feridas e perguntas que já não podem mais ser ignoradas.

Entre lobos, magia, amizade, família e amor, Wolfsong é uma história sobre pertencimento, lealdade e encontrar pessoas que escolhem ficar.

Este livro contém conteúdo adulto.

Minhas opiniões / O que achei do livro

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Contém spoilers! Leia por sua conta e risco.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Esse livro me pegou de surpresa. Eu já tinha ouvido falar sobre ele, mas nunca me aprofundei muito no assunto; só sabia que era uma história com lobos e romance aquileano. Acabei escolhendo ele para ler porque queria ler um livro desse gênero, já que é o mês do orgulho LGBTQIA+, e foi, com toda certeza, a melhor escolha que fiz, porque ele se tornou meu livro favorito do ano.

Foram muitas as coisas que eu amei nessa história, então vamos por partes. A escrita do autor é extremamente envolvente. Ele consegue transmitir emoções de uma forma que me fez sentir cada momento ao lado dos personagens. As alegrias, as dores, as perdas e os laços criados ao longo da história fizeram com que eu me apegasse a cada um deles.

O universo criado pelo autor não é uma novidade, afinal existem vários livros sobre lobisomens. Mas ele conseguiu dar personalidade própria à história. Toda a dinâmica dos lobos, da magia e dos laços do bando faz com que o livro tenha sua própria identidade, então não fica aquela coisa parecida com todas as outras.

Falando sobre o bando, essa foi uma das minhas partes favoritas do livro e, sem dúvida, um dos principais motivos para ele ter entrado para a lista dos meus favoritos. O found family presente aqui é simplesmente incrível.

A relação do Ox com cada integrante do bando é construída com muito carinho. Mesmo os personagens que tecnicamente são secundários, eu ainda consegui me apegar a eles.

O vínculo dele com a mãe é muito bonito, porque mesmo enfrentando dificuldades, ela sempre encontra formas de cuidar e apoiar o filho.

Thomas e Elizabeth ocupam um papel muito importante em sua vida. Elizabeth jamais substitui Maggie, mas acaba se tornando uma figura materna para o Ox, enquanto Thomas assume um lugar de pai.

Mark, que mesmo sendo mais reservado, esteve ao lado do Ox desde o início, apoiando-o. Inclusive, ele foi o primeiro que o Ox conheceu.

Kelly e Carter são praticamente irmãos para ele, além de melhores amigos. A dinâmica deles é extremamente engraçada. Os dois, com toda certeza, eram os que mais shipavam o Joe e o Ox kkk.

Já Rico, Chris, Tanner e Jessie ajudam a transformar o bando em algo muito maior. É como se unisse o passado e o presente do Ox, o lado humano dele, que são os caras da oficina, com o lado lobo, que são os Bennett. Então a decisão de contar sobre os lobos para eles foi uma das melhores que o Ox tomou.

Com Robbie, no começo eu desconfiei bastante, mas aos poucos fui me afeiçoando ao personagem. Ele se encaixou muito bem no bando e complementou o grupo. Além disso, ele foi um dos primeiros a enxergar o Ox como alfa.

E não posso deixar de falar do Gordon. O fato de o Ox ser seu laço torna a relação dos dois ainda mais especial, principalmente porque Gordon foi a primeira figura paterna presente na vida do Ox. Antes do Thomas, era ele quem ocupava esse papel. E mesmo não gostando dos lobos (ainda não sei por quê), ele ficou do lado do Ox e até do Joe quando precisaram.

E o Joe… ah, o Joe.

“Ele tem cheiro de bengalinhas doces e pinhas, e épico e incrível.”

Não vou mentir: no começo achei um pouco estranho o fato de ele ter apenas nove anos quando ocorre o ‘imprint’ com o Ox, que já tinha dezesseis. Mas, como a história respeita o tempo dos personagens e não desenvolve nada romântico entre eles até que ambos sejam adultos, isso deixou de me incomodar.

O desenvolvimento da relação dos dois foi uma coisa preciosa. Antes de qualquer romance, eles construíram uma amizade genuína. Foi divertido acompanhar os momentos em que Joe sentia ciúmes enquanto o Ox não fazia a menor ideia do que estava acontecendo. E isso gerou algumas das cenas mais engraçadas do livro.

Inclusive, uma das partes que mais me fez rir foi quando Joe vai pedir permissão para Maggie para passar o resto da vida com o Ox. Eu gargalhei tanto nessa cena.

Mesmo ficando frustrada com a decisão de Joe de abandonar o bando para buscar vingança, continuei completamente investida na relação dos dois. O que mais me conquistou foi a maneira como eles permanecem sendo parceiros acima de tudo. Existe muito amor, mas também confiança, lealdade e apoio mútuo. Mesmo quando o Joe estava longe e o Ox nem sabia o que estava acontecendo, ele nunca deixou de acreditar que o Joe voltaria para ele. Não é exagero dizer que eles se tornaram um dos meus casais favoritos.

As mortes da Maggie e do Thomas foram alguns dos momentos mais dolorosos da história. O sacrifício da Maggie para que o Ox não precisasse escolher entre ela e seu parceiro foi devastador. E a perda do Thomas teve um impacto ainda maior porque foi o ponto de virada da história. Foi quando as coisas começaram a dar errado e todo mundo ficou azul (só quem leu vai entender).

Já o antagonista cumpriu perfeitamente seu papel. Richard conseguiu despertar um nível de raiva em mim que poucos personagens conseguem. Toda vez que ele aparecia eu ficava ainda mais irritada, o que mostra o quanto o autor foi eficiente em construí-lo.

E por fim, o nosso querido protagonista, Ox, que é tão precioso. Uma das coisas que gostei nele é o quanto ele é verdadeiro, tanto com os outros quanto consigo mesmo. Ele é empático e procura entender as pessoas. Acho que foi justamente isso que despertou a confiança dos outros nele.

Eu simplesmente adorei o fato de ele se tornar um alfa mesmo sendo humano, e ele é o único que já conseguiu fazer isso, o que o torna ainda mais especial. Gostei muito dele como protagonista. Consegui me apegar a ele desde o começo, sentir suas dores e acompanhar seu crescimento. Foi um personagem muito bem construído.

Outra surpresa positiva, na minha opinião, foi a ação. Levando em consideração a capa e a premissa inicial, eu não achei que fosse ter tanta luta quanto teve. E eram lutas bem sangrentas, inclusive. Tem uma cena em que o Ox está numa vibe bem Billy Bruto com um pé de cabra.

O final foi perfeito, com o vilão sendo derrotado, o Ox se tornando lobo e o bando reunido. Lógico que ainda existem alguns pontos soltos e algumas coisas que não foram muito bem explicadas, mas acredito que serão abordadas nos próximos livros, afinal esse é apenas o primeiro de quatro.

Considerações finais

Enfim, foi o tipo de encerramento que me fez fechar o livro com um sorriso no rosto e automaticamente sentir falta da história. Eu estou falando super sério: assim que terminei o livro, já quis começar tudo de novo. Só não fiz isso porque ainda tenho os outros livros da série para ler.

Fazia muito tempo que um livro não me deixava tão empolgada. Daquele jeito que faz você ficar completamente obcecada pelos personagens e desesperada para descobrir o que vai acontecer a seguir. Foi exatamente assim que me senti durante toda a leitura.

No geral, na minha opinião, esse livro é perfeito. A história, a escrita, o universo e o romance foram muito bem construídos. É um livro que eu realmente recomendo que leiam e deem uma chance.

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Tainá Silva

É estudante de Jornalismo e leitora há mais de 12 anos. Apaixonada por romance e fantasia, criou o blog para compartilhar suas opiniões e experiências literárias de forma leve, sincera e sem complicação, dividindo esse amor por histórias com outros leitores.

Tainá Silva

É estudante de Jornalismo e leitora há mais de 12 anos. Apaixonada por romance e fantasia, criou o blog para compartilhar suas opiniões e experiências literárias de forma leve, sincera e sem complicação, dividindo esse amor por histórias com outros leitores.

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