Sinopse
Depois dos acontecimentos de Wolfsong, Ravensong muda o foco da história e acompanha Gordon Livingstone, o bruxo do bando Bennett. Depois de ser deixado para trás por quem mais confiava, Gordon passou anos tentando seguir em frente e manter distância dos lobos, principalmente de Mark Bennett. Mas, quando os dois voltam a fazer parte da vida um do outro, fica claro que o passado ainda está longe de ser resolvido. Enquanto antigos sentimentos voltam à tona, uma nova ameaça começa a surgir, colocando mais uma vez todo o bando em perigo.
Este livro contém conteúdo adulto.
Minhas opiniões / O que achei do livro

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Contém spoilers! Leia por sua conta e risco.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Depois de terminar Wolfsong, minhas expectativas para Ravensong estavam lá no alto, e posso dizer que T. J. Klune conseguiu atingir todas elas.
Eu já tinha gostado muito do Gordon e do Mark no primeiro livro, então estava bem curiosa para conhecer melhor a história dos dois. E olha… entender o passado do Gordon fez toda a diferença. Dá para perceber o quanto tudo o que aconteceu com ele influenciou a pessoa que ele se tornou.
O Gordon é aquele personagem que, muitas vezes, dá vontade de sacudir. Ele é grosso, teimoso e consegue ser um completo idiota em vários momentos. Mas, ao mesmo tempo, é impossível não gostar dele. Conforme a história vai mostrando tudo o que ele passou, fica muito mais fácil entender por que ele se tornou uma pessoa tão fechada e desconfiada. Acompanhar a jornada dele aprendendo, aos poucos, a confiar no bando novamente foi uma das coisas que eu mais gostei no livro.
Uma das coisas que gostei foi a estrutura da narrativa. A história alterna entre passado e presente, revelando aos poucos tudo o que aconteceu entre o Gordon e o Mark. Normalmente não sou fã desse tipo de narrativa, mas aqui funcionou muito bem. Além de deixar a leitura mais interessante, também ajudou muito a entender o passado do Gordo e por que ele se tornou a pessoa que é hoje.
Falando do Mark… o relacionamento dos dois está longe de ser simples. Existe muita dor, culpa e falta de confiança entre eles, então a reconciliação acontece bem devagar. Eles passam praticamente o livro inteiro separados e, quando finalmente as coisas começam a dar certo… acontece uma tragédia. O Mark basicamente precisou virar um ômega para o Gordon finalmente deixar de ser cabeça-dura e aceitar o que sentia. Apesar da demora, eu gostei muito do desenvolvimento deles como casal.
Uma menção honrosa precisa ser feita ao “time humano”, porque, sinceramente, eles são alguns dos melhores personagens dessa saga. Rico, Tanner e Chris são simplesmente maravilhosos. Saber que eles são amigos do Gordo desde sempre foi muito gratificante, e eu adorei ver a amizade deles sendo explorada ao longo da história. Os momentos em que eles apareciam juntos foram, sem dúvida, os que mais me fizeram rir.

Outra coisa que já comentei na resenha de Wolfsong, mas preciso repetir aqui, é o found family. Eu simplesmente amo o jeito como o T. J. Klune escreve os laços entre os personagens. O carinho, o apoio e o sentimento de família ficam tão naturais que é impossível não se apegar ao bando. Apesar de o foco principal ser o casal, o autor ainda conseguiu dar espaço para o bando como um todo e fazer com que eu adorasse os momentos de cada um.
Também gostei bastante da trama envolvendo os ômegas e os caçadores. Nosso menino Ox sendo o Jesus dos lobisomens foi perfeito kkkkk.
O fato de o grande vilão ser o pai do Gordo deixou tudo ainda mais pessoal. Confesso que fiquei um pouco preocupada com o final, quando a cidade descobre que os Bennett são lobos. Não sei se isso vai acabar se voltando contra eles nos próximos livros, mas espero que não.
Outra coisa que achei muito legal foi a introdução do lobo oriental. Quando ele apareceu, eu nem desconfiei de quem ele realmente era, mas achei legal o autor já ir introduzindo o parceiro do Carter desde agora.
E aquele final foi uma baita surpresa. Eu realmente não esperava descobrir que o lobo oriental era irmão do Gordon. Foi uma revelação que me deixou ainda mais curiosa para os próximos livros. Além disso, tudo indica que eles vão tentar usar o Robbie no próximo livro, e eu já estou muito ansiosa para descobrir o que vai acontecer.
Considerações finais
Enfim, eu amei Ravensong tanto quanto amei Wolfsong. Foi uma continuação que conseguiu aprofundar ainda mais os personagens e fortalecer os laços do bando, sem deixar de entregar um romance emocionante.
A escrita do T. J. Klune continua extremamente envolvente, e eu consegui sentir todas as emoções que ele queria transmitir. Me conectei ainda mais com os personagens e terminei a leitura completamente ansiosa pelo próximo livro. E preciso dizer: o Gordon se tornou meu segundo personagem favorito da saga.
