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Resenha: A Curandeira de Zalindov – Lynette Noni

Inicialmente, fiquei curiosa sobre o livro depois de ler a sinopse. Achei o conceito de uma garota de 17 anos presa em uma prisão mortal, da qual ninguém nunca saiu vivo, e que ainda teria que enfrentar desafios para conseguir sua liberdade, super interessante. Então pensei: “encontrei um tesouro”. Spoiler: não foi bem assim. Mas, primeiro, vou dar um contexto geral sobre o que se fala no livro.

Sinopse

Na história acompanhamos Kiva Meridan, uma jovem de 17 anos que passou a última década trabalhando como curandeira em Zalindov, a infame prisão da qual quase ninguém sai vivo. Em meio à violência, doenças e sofrimento, Kiva possui apenas uma missão: não morrer.

Tudo muda quando Tilda, a revolucionária Rainha Rebelde, é capturada em estado terminal e enviada para Zalindov para cumprir sua sentença. Com a chegada da prisioneira, Kiva recebe uma mensagem codificada enviada por sua família contendo apenas um pedido: “Não a deixe morrer. Estamos a caminho.”

Mas Tilda é condenada ao Julgamento por Ordália, uma série de provações elementais mortais destinada apenas aos piores criminosos do reino. Sabendo que a rainha dificilmente sobreviveria aos desafios, Kiva decide arriscar a própria vida e se oferece para assumir seu lugar. Caso consiga sobreviver às provas, ambas poderão conquistar a tão sonhada liberdade.

O problema é que ninguém sobrevive às provações.

Enquanto um vírus incurável se espalha pelos corredores de Zalindov e uma rebelião ameaça explodir dentro do reino, Kiva começa a perceber que seus desafios estão apenas começando. E talvez o maior deles seja lidar com um novo prisioneiro misterioso que lentamente começa a atravessar as barreiras ao redor de seu coração.

Minhas opiniões / O que achei do livro

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Contém spoilers! Leia por sua conta e risco.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Então, quando comecei o livro, estava com expectativas altíssimas. Ultimamente estou em uma maré de livros medianos, então achei que esse seria o livro que mudaria isso. Mas acabou sendo só mais um livro mediano.

No começo, eu estava realmente gostando. A escrita da autora é boa, ela apresenta bem os personagens e o mundo de uma forma que dá para entender tudo sem parecer forçado. Ela não joga todas as informações de uma vez; você vai descobrindo mais sobre os personagens e o universo aos poucos. Então, nessa parte, realmente não tenho do que reclamar.

O problema foi a história em si. Chegou um momento em que ela simplesmente não andava. Ficou, sinceramente, chata e repetitiva. Os desafios, que deveriam ser uma das partes mais importantes do livro, foram meio sem graça para mim. Não que eles não fossem mortais — muito pelo contrário, qualquer ser humano morreria no lugar da Kiva —, mas eu estava esperando algo mais elaborado.

Outra coisa que não gostei foi a trama do vírus. Sinceramente, pareceu algo colocado ali só para dar mais coisas para a Kiva fazer além das provações. Não achei que agregou tanto à história e, em vários momentos, ficou cansativo de ler. O único ponto dessa trama foi mostrar como o diretor não era uma boa pessoa, já que estava envenenando todo mundo (o que eu já esperava, então não me surpreendeu) e também a descoberta de que ele foi o responsável pela morte do pai da Kiva, o que, novamente, não foi exatamente uma surpresa.

Sobre os personagens, eu gostei da Kiva no começo e respeito muito tudo o que ela passou para sobreviver durante os dez anos que passo presa. Mas, como protagonista, ela não conseguiu me prender emocionalmente. Eu entendo que não dá para esperar muito de uma pessoa que basicamente cresceu isolada em uma prisão, na qual passou praticamente a vida toda, mas ainda assim eu esperava mais personalidade dela.

O romance… sinceramente, não tem romance, são migalhas. Eu sei que é um slow burn e provavelmente a autora quis desenvolver isso aos poucos ao longo da trilogia, então nesse primeiro livro eles ainda estão começando a desenvolver interesse um pelo outro. Mas, mesmo assim, pareceu meio forçado às vezes. Faltou química e emoção. Apesar do Jaren aparecer bastante ao longo do livro, nenhuma interação entre eles teve aquela tensão romântica de verdade.

A relação da Kiva com a família também me incomodou. Durante dez anos ninguém apareceu para salvar ela, mas agora, por causa da Rainha Rebelde, resolveram agir? Lógico, pode ser que tenha acontecido algo que ainda não sabemos e que seja abordado nos próximos livros, mas a sensação que ficou foi: “não nos importamos tanto com você, temos coisas mais importantes para fazer”. E vale lembrar que a Kiva tinha apenas sete anos quando foi para a prisão.

Pontos positivos

Apesar de tudo, teve coisas que gostei no livro. Uma delas é o Tipp, que facilmente é o melhor personagem da história. Sério, impossível não gostar dele. A relação dele com a Kiva foi uma das melhores partes do livro, principalmente essa dinâmica mais de irmãos, com ela tentando proteger ele. Gostaria que tivesse mais interações entre eles e espero, do fundo do coração, que a autora não resolva matar ele nos próximos livros.

O final também conseguiu me surpreender em alguns pontos. A revelação sobre os poderes da Kiva eu já esperava desde as primeiras menções ao antigo rei curandeiro e tudo mais. E, sinceramente, pelo título e pela própria história, estava bem óbvio. Acho que qualquer pessoa que lê fantasia há algum tempo consegue prever certas coisas.

Mas a revelação envolvendo Tilda realmente me pegou desprevenida. Eu jurava o livro inteiro que ela fosse uma impostora. Apesar de achar a preocupação da Kiva com a Tilda meio estranha, em nenhum momento ela agia como se Tilda fosse a mãe dela. Então, para mim, a Kiva sabia o tempo todo que ela era uma impostora e só estava protegendo ela porque sabia que era inocente ou algo do tipo.

Considerações finais

No geral, apesar das críticas, ainda acho que a trilogia tem potencial para melhorar nos próximos livros, principalmente com a revelação final de que a Kiva é a princesa rebelde. E o fato de dar a entender que ela vai tentar tomar o reino de volta — reino esse do qual o Jaren é herdeiro — Então prevejo muitos conflitos pela frente.

Eu diria que esse livro se encaixa naquela categoria de “fantasia farofa”, sabe? Vai te entreter por um tempo, talvez até te fazer dar algumas risadas, mas não espere um universo super elaborado ou personagens extremamente complexos, porque não é bem assim.

E, por fim, só queria deixar claro que essa foi a MINHA opinião e a MINHA experiência lendo o livro. Se você gostou, favoritou ou ele se tornou o melhor livro da sua vida, está tudo bem.

Todo mundo tem direito a opiniões diferentes, e só porque não funcionou para mim não significa que não vá funcionar para você. Então, se mesmo assim o livro despertou seu interesse, leia e tire suas próprias conclusões, porque o que não foi bom para mim pode acabar sendo perfeito para você.

Tainá Silva

É estudante de Jornalismo e leitora há mais de 12 anos. Apaixonada por romance e fantasia, criou o blog para compartilhar suas opiniões e experiências literárias de forma leve, sincera e sem complicação, dividindo esse amor por histórias com outros leitores.

Tainá Silva

É estudante de Jornalismo e leitora há mais de 12 anos. Apaixonada por romance e fantasia, criou o blog para compartilhar suas opiniões e experiências literárias de forma leve, sincera e sem complicação, dividindo esse amor por histórias com outros leitores.

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